Ética
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Teorias éticas

Deontologia kantiana

Aja só segundo regras que você possa querer universais, e trate cada pessoa como fim, nunca apenas como meio.

Deontologia
Ponto focal: O respeito à pessoa como fim em si, derivado da razão. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

A moral vem da razão, não de Deus nem das consequências. O imperativo categórico tem duas fórmulas principais: universalizar a regra do seu ato e tratar a humanidade sempre como fim. Mentir, coagir e manipular falham nas duas.

Referências

Immanuel Kant; hoje, Christine Korsgaard, Onora O’Neill, Barbara Herman.

De onde veio

Formulada na Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785) e na Crítica da Razão Prática (1788). É a base filosófica da noção de dignidade humana nas constituições modernas.

No dilema do bonde

Desvie, talvez: a morte do um não é usada como meio. Não empurre: isso é usar uma pessoa apenas como meio. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Explica a dignidade: ninguém pode ser sacrificado pela conta dos outros.
  • Explica por que a mentira ofende: trata o outro como alguém que não merece decidir com a verdade.
  • Base dos direitos humanos e do consentimento informado.

Objeções

  • Rigidez: Kant proibiu mentir até para um assassino.
  • O teste de universalização depende de como se descreve a máxima.
  • Só seres racionais são fins; animais contam indiretamente. Korsgaard discorda, de dentro do kantismo.

O que dizem os críticos

Consequencialistas dizem que, no fundo, as regras valem pelos resultados que produzem. Éticos das virtudes, que a boa vontade sem sabedoria prática faz o mal com boas intenções. Hegel, que o imperativo é vazio sem conteúdo.

Filósofos ligados

Immanuel KantChristine KorsgaardEmmanuel Levinas

Lições: Uma breve história da ética, Resultado, regra ou caráter? O mapa das teorias, Deontologia: quando deveres e direitos pesam mais, Kant e o imperativo categórico, Livre-arbítrio e responsabilidade moral, Exploração: quando uma troca vantajosa ainda é injusta

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Nos dilemas: O bonde: a passarela, Mentir ao assassino, A criança no lago, O violinista, Omelas, O anel de Giges

e mais 5O dilema do prisioneiro, A tragédia dos comuns, Os torturadores inofensivos, Os casos de Frankfurt, O Gauguin de Williams
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Nos debates: Eutanásia e suicídio assistido, Liberdade de expressão irrestrita, Pena de morte, Mentir é sempre errado?, É certo ter filhos?, Doação e venda de órgãos

e mais 52Tortura: nunca, ou na bomba-relógio?, Punir por merecimento ou para prevenir?, O Estado pode proteger você de si mesmo?, Editar genes humanos, Vigilância e privacidade, Desobedecer a lei pode ser certo?, Trabalho sexual, Duplo padrão sexual: julgar homens e mulheres igual?, Relacionamentos abertos e não monogamia, Traição, Pornografia, Dar dinheiro a quem pede na rua, Pequenas trapaças: pirataria, sonegação, furar fila, O que devemos aos pais?, Manter amizade com quem pensa muito diferente, Castigo físico em crianças, Gastar com luxo é errado?, Podemos julgar outras culturas?, Qual é o critério moral mais sólido?, Razão ou sentimento: o que fundamenta o juízo moral?, Por que ser moral?, Fetiches e preferências sexuais, Homossexualidade, Transgeneridade, Neurodivergência, intersexo e outras condições, Homofobia, transfobia, xenofobia: “fobias” que prejudicam, Psicopatia e responsabilidade, Condições que causam dano: dependência, transtornos, abuso, Plágio, Pirataria, Trabalho: dever, dignidade ou necessidade?, Corrupção: do “jeitinho” ao desvio, Como usar o tempo para melhorar o mundo?, Em que focar: consequências, regras ou caráter?, Fazer mal a quem nunca vai saber: existe dano?, Pseudociências: acreditar é um problema moral?, Bolhas e câmaras de eco: de quem é a culpa?, É errado haver pseudociência nas universidades?, Mudar o meio ou mudar a cabeça das pessoas?, Preferências póstumas: o que o morto quis ainda conta?, Perdoar é um dever?, Terrorismo: há alguma versão justificável?, Empresas têm deveres além do lucro?, Publicidade e manipulação: onde persuadir vira enganar?, Apostas: liberdade, vício e quem lucra com ele, Vacinação obrigatória: o corpo de um e o dano aos outros, Separar a obra do artista?, Humor depreciativo, humor negro e os limites do humor, Com grande poder vem grande responsabilidade?, Humildade: virtude, vício ou postura?, Os fins justificam os meios?, Tornar ignorantes famosos é errado?
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