Nível Avançado
Ética avançada
Metaética, ética animal, as fronteiras do círculo moral e decidir sem certeza.
Como estudar este nível
31 lições em 5 blocos, cerca de 2 horas de leitura, em sessões de 10 a 15 minutos.
- Siga a ordem dos blocos. Cada lição começa dizendo o que você vai aprender e o que ajuda ter lido antes.
- Responda ao caso de abertura antes de ler: prever e depois conferir é o que mais fixa.
- Não pule o fim da lição: os pontos para guardar, a pergunta para pensar, o erro comum e os três testes.
- Marque como lida para acompanhar o progresso e receber lições para revisar.
- Feche com a revisão do nível (uma pergunta por lição, com placar) e o teste do nível (dez sorteadas). Para estudar por tema, use as trilhas.
Revise o que leu há mais tempo
A memória precisa de revisão espaçada. Estas são as lições deste nível que você marcou como lidas há mais tempo.
Metaética
O que é metaética: fatos morais existem?
Quando digo que a tortura é errada, descrevo um fato, expresso um sentimento ou dou uma ordem? O mapa das respostas.
AvançadoRealismo moral: naturalistas e não naturalistas
Se fatos morais existem, do que são feitos e como os descobrimos? Duas respostas, e os argumentos que as sustentam.
AvançadoAntirrealismo moral: erro, emotivismo e quase-realismo
Se não há fatos morais, o que fazemos quando dizemos que algo é errado? Quatro respostas, da mais radical à mais conciliadora.
AvançadoRelativismo metaético e quietismo
A verdade moral depende do referencial, ou a pergunta sobre fatos morais é que está mal feita? Duas saídas, com problemas diferentes.
AvançadoEvolução, desmascaramento e moral
Nossas intuições morais foram moldadas para sobreviver, não para achar a verdade. Isso as desmente? O argumento de Sharon Street e as respostas.
AvançadoEpistemologia moral: desacordo, testemunho e ficção
Como sabemos o que é certo? E o que fazer quando alguém tão informado quanto você discorda, ou quando a resposta vem de outra pessoa?
AvançadoMotivação moral: saber o que é certo move a agir?
Internalismo e externalismo, a teoria humeana da motivação, o amoralista e as razões internas de Williams: o que liga o juízo moral à ação.
AvançadoA ética da crença: é errado acreditar sem evidência?
Clifford disse que é sempre errado; James disse que às vezes é permitido. O debate sobre o dever de ter boas razões, e por que ele é uma questão moral.
Ética animal
Senciência: o que é, quem tem e como sabemos
Sentir dor e prazer é o critério mais defendido para entrar no círculo moral. A ciência diz quem sente, com graus variados de certeza.
AvançadoEspecismo e a igual consideração de interesses
Dar menos peso a um interesse só porque é de outra espécie: o argumento de Singer, a resposta de Regan e o que os críticos dizem.
AvançadoÉtica animal na prática: granjas, laboratórios e natureza
Da teoria às escolhas: onde o sofrimento animal se concentra, o que cada teoria diz e o que você pode fazer sem esperar o mundo mudar.
AvançadoO sofrimento dos animais selvagens
A natureza não é um documentário. A maioria dos animais que nasce morre cedo, de fome, doença ou predação. Se o sofrimento conta, conta aqui também.
AvançadoAnimais e a política: cidadania e constituições
Se os animais contam, como entram nas instituições? Zoopolis, a democracia senciente de Cochrane e o constitucionalismo baseado na senciência.
As fronteiras do círculo
Gradualismo: a inteligência muda o peso do sofrimento?
Uma dor igual conta igual em um humano e em um frango? O gradualista diz que capacidades cognitivas alteram o peso. O argumento dos casos marginais responde.
AvançadoGerações futuras: quem ainda não nasceu conta igual?
Temporalismo contra atemporalismo: o sofrimento daqui a cem anos vale menos do que o de hoje? Parfit, o desconto e os riscos de longo prazo.
AvançadoMentes artificiais: o substrato importa?
Se uma máquina vier a sentir, ela conta? O carbonismo diz que só mentes biológicas importam. O que está em jogo e por que a dúvida pede cuidado.
AvançadoVida e ecossistemas: biocentrismo e ecocentrismo
Uma árvore ou um rio contam por si mesmos? As éticas ambientais ampliam o círculo além da senciência, e entram em tensão com ela.
AvançadoÉtica climática: quem deve o quê, e a quem
O clima é o maior problema de ação coletiva da história. O que cada pessoa e cada país deve, e por que o meio ambiente importa: por si ou por quem vive nele?
AvançadoÉtica populacional e a conclusão repugnante
Quantas pessoas devem existir? Criar alguém feliz é um dever? Parfit mostrou que toda resposta leva a algum paradoxo.
AvançadoIdentidade pessoal e ética: o que Parfit mudou
Se o “eu” de daqui a trinta anos é só alguém ligado a mim por memória e caráter, a prudência vira moral, o egoísmo perde o chão e a punição e as diretivas antecipadas ganham um problema.
Decidir sem certeza
Incerteza moral: agir sem saber qual teoria é a certa
Você não tem certeza se o utilitarismo ou a deontologia está certa. E agora? Parlamento moral, cobertura de riscos e o que as teorias concordam.
AvançadoTeoria da decisão e ética
Valor esperado, aversão ao risco, maximin e dominância: as ferramentas de decidir sob incerteza, e o que elas mudam na ética.
AvançadoProbabilidade e ética: pensar em graus
Senciência provável, risco de estar errado, evidência que muda: a moral raramente trabalha com certezas. Como raciocinar com probabilidades sem virar refém delas.
AvançadoPluralismo de valores: quando os bens não se somam
Liberdade, igualdade, lealdade, beleza, verdade: há uma moeda comum que converta um no outro? Berlin e Nagel dizem que não, e isso muda como se decide.
AvançadoRiscos X e riscos S: o pior que pode acontecer
Extinção da humanidade e sofrimento em escala astronômica são os dois piores desfechos imagináveis. Como pensar neles sem fanatismo nem indiferença?
AvançadoO problema do alinhamento
Como fazer um sistema poderoso querer o que queremos, e quem decide o que queremos? O problema técnico, o problema moral e por que os dois são inseparáveis.
AvançadoQuanto a moral pode exigir de você?
Se cada real pode salvar alguém, por que não doar quase tudo? A objeção da exigência excessiva, os santos morais e o que é razoável pedir.
AvançadoDa ética à política: valores primeiro, evidências depois
Toda decisão política carrega uma resposta ética, mesmo sem dizê-la. Como levar o que você aprendeu aqui para o debate público.
Progresso e abertura
Progresso moral: existe, e como saber?
Abolição, voto feminino, fim da tortura pública. Isso é progresso ou só mudança de costume? Critérios para distinguir, e por que nada é garantido.
AvançadoCatástrofes morais: e se estivermos errados agora?
Guerras e genocídios são catástrofes que reconhecemos. Mas toda sociedade do passado cometeu um mal grave achando que era normal. Qual é o nosso, e o que fazer com a dúvida?
AvançadoAbertura moral: como revisar o que você acredita
Diante de um argumento forte contra a sua posição, você reavalia ou resiste? A disposição de mudar é o que separa quem evolui de quem só se defende.
Experimente
Monte o seu círculo moral
Marque quem conta para você e descubra o nome da sua posição.
Compare teorias
Três teorias lado a lado.
Política Para Iniciantes
A continuação, do lado da política.
Os três casos do curso
Três casos atravessam os três níveis. A cada nível, veja como cada família responde a eles, com mais detalhe do que no nível anterior.
- A criança no lago. Você passa por um lago raso onde uma criança se afoga. Salvar custa seus sapatos. E a criança distante, que o mesmo dinheiro salvaria?
- O frango de granja. Um frango passa a vida em um galpão lotado e morre aos 42 dias. É barato, é legal, é o que quase todos comem.
- A promessa ao moribundo. Você prometeu a um amigo, no leito de morte, entregar o dinheiro dele a um clube de golfe. Um hospital infantil precisa do mesmo valor. Ninguém saberá.
| Família | A criança no lago | O frango de granja | A promessa ao moribundo |
|---|---|---|---|
| Consequencialismo | Com incerteza, o valor esperado da doação eficaz continua alto; a questão aberta é a exigência, e Scheffler responde com prerrogativas. | A ética focada no sofrimento vê aqui a maior quantidade de dor evitável do mundo; a conclusão repugnante e a substituibilidade são o custo teórico de somar. | Dano póstumo: se interesses sobrevivem ao sujeito, quebrar a promessa lesa o amigo; o peso é finito e cede a necessidades sérias. |
| Deontologia | A distinção fazer/permitir protege quem não salva; o viés de omissão a infla. O dever de não prejudicar pelas regras do comércio é o caminho de Pogge. | Direitos de limiar: o dano ao frango é certo e grave, e nenhum limiar o justifica; a dúvida é o peso relativo da dor dele. | O dever de fidelidade não desaparece com a morte do credor; deontologistas discordam sobre se um bem grande o vence. |
| Círculo e metaética | A distância no espaço e no tempo não altera o peso de um interesse (atemporalismo); o realista diz que isso é um fato; o quase-realista, uma atitude estável. | Senciência provável e peso igual para dor igual; o gradualista discute o que a morte tira, não o peso da dor. | As preferências do morto testam o preferencialismo: contam se desejos incondicionais podem ser frustrados sem sujeito. |
| Decidir sem certeza | Sob incerteza moral, a maioria das teorias manda salvar nos dois casos; a cobertura de riscos favorece doar parte regular. | Mesmo com 50% de dúvida sobre o sofrimento, o valor esperado condena a prática; o parlamento moral concorda. | A maioria das teorias cumpre promessas comuns e quebra as que custam vidas; a escolha esperada segue a maioria. |
| Progresso e abertura | A expansão do círculo chegou ao estrangeiro; a criança distante é o teste de se chegou mesmo. | Candidata a catástrofe moral em curso: normal, legal e invisível, como as anteriores. | O que você faria se ninguém soubesse é o anel de Giges; a resposta diz se a moral vale por si. |