Ideias
Teorias éticas
36 teorias normativas, do utilitarismo ao contratualismo: o que mais pesa para cada uma, as variantes, os pontos fortes e as objeções.
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Consequencialismo o que mais deve importar é o resultado
Deontologia o que mais deve importar são regras e deveres
Caráter e relações o que mais deve importar é quem você é
Contratualismo o que mais deve importar é o acordo que pessoas razoáveis fariam
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Consequencialismo o que mais deve importar é o resultado
Consequencialismo de ato
Cada ação é julgada pelas suas próprias consequências, caso a caso.
ConsequencialismoConsequencialismo de regras
Siga as regras que, se aceitas por todos, produziriam as melhores consequências.
ConsequencialismoUtilitarismo clássico
A ação certa produz a maior soma total de bem-estar, contando cada um por um.
ConsequencialismoUtilitarismo de preferências
O bem-estar é a satisfação do que as pessoas de fato querem, não só prazer.
ConsequencialismoUtilitarismo médio
O que importa é a maior média de bem-estar por indivíduo, não a soma.
ConsequencialismoPrioritarismo
Soma o bem-estar, mas um ganho vale mais quando vai para quem está pior.
ConsequencialismoMaximin
Avalie só pelo nível de quem está pior: a melhor sociedade é a que tem o pior caso menos ruim.
ConsequencialismoIgualitarismo
O que importa é o grau de igualdade na distribuição do bem-estar.
ConsequencialismoSuficientismo
Garanta a todos um nível mínimo suficiente; acima dele, a distribuição importa pouco ou nada.
ConsequencialismoPrioridade ao sofrimento
Reduzir sofrimento pesa mais do que produzir prazer, mas muito bem-estar ainda pode compensar.
ConsequencialismoUtilitarismo negativo (prioridade absoluta)
Nenhuma quantidade de prazer compensa sofrimento extremo; fora dos extremos, o prazer conta normalmente.
ConsequencialismoÉtica exclusivamente negativa
Só reduzir sofrimento tem valor moral; o prazer nunca tem valor positivo, nem fora de casos extremos.
ConsequencialismoMoísmo (cuidado imparcial)
Mozi, no século V a.C.: amar todos igualmente e julgar práticas pelo benefício que trazem. O primeiro consequencialismo.
Deontologia o que mais deve importar são regras e deveres
Deontologia kantiana
Aja só segundo regras que você possa querer universais, e trate cada pessoa como fim, nunca apenas como meio.
DeontologiaDeontologia absolutista
Certas restrições nunca podem ser violadas, não importa o custo.
DeontologiaDeontologia de limiar
As restrições valem quase sempre, mas cedem quando as consequências se tornam catastróficas.
DeontologiaDeontologia de direitos
Direitos básicos funcionam como trunfos: vencem cálculos de utilidade.
DeontologiaDoutrina do duplo efeito
Importa se um dano foi pretendido ou apenas previsto como efeito colateral.
DeontologiaDeontologia pluralista (deveres prima facie)
Vários deveres, nenhum absoluto, sem hierarquia fixa: cada caso pede juízo.
DeontologiaTeoria do mandamento divino
O certo é o que Deus ordena. Na versão modificada, Deus ordena o bom porque sua natureza é boa.
DeontologiaÉtica da lei natural
A razão pode conhecer o bem pela natureza humana: há bens básicos que não se devem atacar diretamente.
Caráter e relações o que mais deve importar é quem você é
Ética das virtudes
Cultive coragem, justiça, compaixão e sabedoria prática como fins em si: a ação certa é a que a pessoa virtuosa faria.
Caráter e relaçõesÉtica do cuidado
A moral começa em relações de dependência: perceber necessidades concretas e responder a elas.
Caráter e relaçõesÉtica estoica
A virtude é o único bem; o resto é indiferente. Aceite o que não controla e aja bem no que controla.
Caráter e relaçõesÉtica existencialista
Não há natureza humana nem valores dados: cada um é responsável por criar-se pelas escolhas, e a má-fé é fingir que não escolhe.
Caráter e relaçõesÉtica pragmatista
Dewey: a moral é inteligência aplicada a problemas da vida, revisada pela experiência, sem fundamentos fixos nem fins últimos.
Caráter e relaçõesParticularismo moral
Dancy: não há princípios morais verdadeiros em geral; o que conta a favor em um caso pode contar contra em outro. Só o juízo decide.
Caráter e relaçõesÉtica confuciana
Benevolência (ren), ritual (li) e retidão (yi), cultivados nas relações: a pessoa boa se forma na família e se estende à sociedade.
Caráter e relaçõesÉtica budista
A vida envolve sofrimento; o caminho ético visa cessá-lo, com não violência e compaixão por todos os seres sencientes.
Caráter e relaçõesUbuntu
“Uma pessoa é uma pessoa por meio de outras pessoas”: a ética africana da comunidade, da reciprocidade e da humanidade compartilhada.
Caráter e relaçõesEpicurismo
A vida boa é a ausência de dor e de perturbação (ataraxia), alcançada com prazeres simples, amizade e a cura dos medos, sobretudo o da morte.
Contratualismo o que mais deve importar é o acordo que pessoas razoáveis fariam
Contratualismo hobbesiano
A moral é o pacto que pessoas interessadas em paz e segurança mútua aceitariam seguir.
ContratualismoContratualismo rawlsiano
Justas são as regras que escolheríamos sem saber que posição ocuparíamos na sociedade.
ContratualismoContratualismo escanloniano
Um ato é errado se é proibido por princípios que ninguém poderia razoavelmente rejeitar.
ContratualismoContratualismo estendido
O véu da ignorância esconde também a espécie: que regras você aceitaria sem saber se nasceria humano ou animal?
ContratualismoÉtica do discurso
Habermas e Apel: uma norma é válida se todos os afetados poderiam aceitá-la em um diálogo livre de coerção.