A ideia central
O prazer não é moralmente valioso em si: um mundo sem ninguém não é pior do que um mundo feliz. O que importa é que ninguém sofra. Criar seres felizes não melhora o mundo; criar seres que sofrem o piora.
Referências
Versões de Brian Tomasik; algumas leituras do budismo e de Schopenhauer; Bruno Contestabile.
De onde veio
Posição minoritária, ligada ao pessimismo filosófico e ao antinatalismo. Ganhou formulação precisa no debate contemporâneo sobre éticas focadas no sofrimento, que em geral preferem versões menos radicais.
No dilema do bonde
Desvie e empurre: menos mortes, menos sofrimento. A diferença aparece em criar vidas, não em salvá-las. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Explica a assimetria da criação de forma direta.
- Coloca todo o peso onde a urgência está.
- Evita a conclusão repugnante e o monstro utilitário.
Objeções
- Nega que uma vida feliz seja boa, o que quase ninguém aceita.
- Implica que a extinção sem dor seria aceitável ou até boa.
- Não explica por que ajudamos alguém a ser mais feliz, e não só a sofrer menos.
O que dizem os críticos
A maioria dos filósofos, incluindo os que dão prioridade ao sofrimento, rejeita a exclusividade: o prazer parece ter algum valor. A posição é mantida como extremo do espectro e como aviso sobre o peso do sofrimento.
Filósofos ligados
Lições: O peso do sofrimento diante do prazer, O problema do alinhamento.
Nos dilemas: A conclusão repugnante.
Nos debates: É certo ter filhos?, Tirar a vida de um ser senciente: qual é o dano da morte?, Se tudo vai acabar, por que evitar a extinção?.