Ética
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Teorias éticas

Consequencialismo de ato

Cada ação é julgada pelas suas próprias consequências, caso a caso.

Consequencialismo
Ponto focal: O resultado desta ação, aqui e agora. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Uma ação é certa se, entre as alternativas disponíveis, produz o melhor resultado para todos os afetados. Regras servem como guias práticos, mas quando seguir a regra produz um resultado pior, a regra cede.

Referências

Jeremy Bentham, J. J. C. Smart, Peter Singer (em boa parte da obra).

De onde veio

É a forma original do utilitarismo de Bentham. Smart a defendeu explicitamente contra o consequencialismo de regras em 1956, com o argumento de que seguir uma regra sabendo que o resultado será pior é “adoração de regras”.

No dilema do bonde

Desvie e, se for o único jeito, empurre: cinco vidas valem mais do que uma, e a forma do ato não muda a conta. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Flexível: não manda seguir uma regra quando ela claramente falha.
  • Olha sempre para quem é afetado, e não para a letra da norma.
  • Permite exceções com razão, como mentir para salvar uma vida.

Objeções

  • Imprevisível: ninguém sabe quando o outro vai achar que a exceção vale.
  • Convida ao raciocínio motivado: é fácil achar que “este caso” é a exceção.
  • Aprova sacrifícios de inocentes quando ninguém descobriria.

O que dizem os críticos

Críticos dizem que uma sociedade de consequencialistas de ato seria pior do que uma de pessoas que seguem regras, o que, pelo próprio critério, é um argumento contra a teoria. Defensores respondem que a teoria diz o que torna um ato certo, não como pensar na hora, e que um bom consequencialista de ato segue regras quase sempre.

Filósofos ligados

Jeremy BenthamPeter SingerJames Rachels

Lições: Consequencialismo: quando o resultado pesa mais, Bentham, Mill e o utilitarismo clássico, Fazer e deixar acontecer: o viés de omissão, Um cenário melhor ou o melhor cenário?, Responsabilidade coletiva: sua parte nos danos de todos, O dilema do bonde e suas variantes.

Nos dilemas: O bonde: a passarela, O transplante, A tragédia dos comuns, Os torturadores inofensivos.

Nos debates: Pequenas trapaças: pirataria, sonegação, furar fila, Compensação moral: doar compensa causar dano?, Em que focar: consequências, regras ou caráter?, Os fins justificam os meios?.