Ética
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Teorias éticas

Utilitarismo de preferências

O bem-estar é a satisfação do que as pessoas de fato querem, não só prazer.

Consequencialismo
Ponto focal: A satisfação das preferências de todos os afetados. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Em vez de medir prazer e dor, mede o quanto as preferências dos afetados são satisfeitas ou frustradas. Isso evita o problema da máquina de experiências: quem prefere uma vida real a uma ilusão feliz tem essa preferência contada.

Referências

R. M. Hare, Peter Singer (até a década de 2010), John Harsanyi.

De onde veio

Desenvolvido na segunda metade do século XX como alternativa ao hedonismo de Bentham. Hare o derivou do prescritivismo: universalizar prescrições exige pesar as preferências de todos como se fossem as próprias.

No dilema do bonde

Desvie e empurre: as preferências de cinco em continuar vivendo pesam mais do que a de um. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Respeita a autonomia: conta o que cada um quer para si, não o que outro acha bom para ele.
  • Escapa da máquina de experiências e de outras objeções ao hedonismo.
  • Permite incluir preferências sobre o futuro e sobre os outros.

Objeções

  • Preferências podem ser mal informadas, adaptadas à opressão ou perversas.
  • Como pesar preferências de intensidades diferentes entre pessoas?
  • Seres sem preferências articuladas, como animais simples, ficam mal representados; por isso Singer voltou ao hedonismo.

O que dizem os críticos

Hedonistas dizem que o que importa é como a vida é sentida, e que preferências só valem porque sua satisfação costuma trazer bem-estar. Deontologistas repetem as objeções ao utilitarismo em geral.

Filósofos ligados

R. M. HarePeter Singer

Lições: Bentham, Mill e o utilitarismo clássico, O que torna uma vida boa? As teorias do bem-estar.

Nos dilemas: A máquina de experiências.

Nos debates: Aborto, Tirar a vida de um ser senciente: qual é o dano da morte?, Fazer mal a quem nunca vai saber: existe dano?, Preferências póstumas: o que o morto quis ainda conta?.