Ética
Para Iniciantes
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Nível Intermediário

Ética intermediária

As teorias por dentro, a mente moral, a pobreza global e os dilemas clássicos.

Como estudar este nível

36 lições em 6 blocos, cerca de 2 horas de leitura, em sessões de 10 a 15 minutos.

  1. Siga a ordem dos blocos. Cada lição começa dizendo o que você vai aprender e o que ajuda ter lido antes.
  2. Responda ao caso de abertura antes de ler: prever e depois conferir é o que mais fixa.
  3. Não pule o fim da lição: os pontos para guardar, a pergunta para pensar, o erro comum e os três testes.
  4. Marque como lida para acompanhar o progresso e receber lições para revisar.
  5. Feche com a revisão do nível (uma pergunta por lição, com placar) e o teste do nível (dez sorteadas). Para estudar por tema, use as trilhas.

Consequencialismo por dentro

Intermediário

Bentham, Mill e o utilitarismo clássico

A maior felicidade para o maior número: de onde veio a ideia, o que ela quer dizer de fato e as duas formas de aplicá-la.

Consequencialismo
Intermediário

O que torna uma vida boa? As teorias do bem-estar

Prazer, desejos satisfeitos ou uma lista de bens: três respostas sobre o que é bom para quem vive a vida, e por que a escolha muda tudo.

ConsequencialismoFundamentos
Intermediário

Somar, priorizar ou garantir o mínimo?

Dizer que o resultado importa não diz como juntar o bem de várias pessoas. Utilitarismo, prioritarismo, maximin, igualitarismo e suficientismo dão respostas diferentes.

Consequencialismo
Intermediário

O peso do sofrimento diante do prazer

Um dia bom compensa um dia de agonia? Para alguns, sim, ponto a ponto. Para outros, o sofrimento extremo pesa mais, ou pesa só ele.

Consequencialismo
Intermediário

As objeções ao consequencialismo, e as respostas

Exige demais, aprova sacrifícios, não respeita direitos, não dá para calcular. Cada objeção tem uma resposta, e nem todas convencem.

ConsequencialismoTeorias normativas
Intermediário

Fazer e deixar acontecer: o viés de omissão

Causar um dano parece pior do que deixar que ele aconteça. Às vezes é. Mas o cérebro usa essa diferença para desculpar muito do que deixamos de fazer.

ConsequencialismoMente e vieses
Intermediário

Um cenário melhor ou o melhor cenário?

“Melhorou” não é “ficou bom”, e “bom” não é “o melhor possível”. A diferença entre comparar com o passado e comparar com as alternativas reais decide muitas discussões.

ConsequencialismoVida prática

Deontologia por dentro

Caráter, cuidado e contrato

Mente e moral

Intermediário

Psicologia moral: intuição primeiro, razão depois

Haidt, Greene e a mente de dois sistemas: como julgamos de fato, e por que saber disso não diz como deveríamos julgar.

Mente e vieses
Intermediário

Emoções morais: culpa, vergonha, indignação, nojo e perdão

Emoções não são o oposto da razão moral: são parte de como percebemos o que importa. Mas cada uma tem um uso bom e um uso ruim.

Mente e vieses
Intermediário

Milgram, Zimbardo, Arendt: pessoas comuns fazem o mal?

Os experimentos que mostraram quanto a situação pesa sobre o caráter, a banalidade do mal e a objeção situacionista à ética das virtudes.

Mente e viesesCaráter e cuidado
Intermediário

Vieses que distorcem o julgamento moral

Uma vítima com nome vale mais do que mil sem nome; o que está perto pesa mais do que o que está longe. Conheça os atalhos que torcem a moral.

Mente e vieses
Intermediário

Fraqueza de vontade: saber o que é certo e não fazer

Especialistas em ética animal que comem animais provam que argumentos não mudam ninguém? Não. Entre a crença e o ato há mais coisas do que parece.

Mente e viesesVida prática
Intermediário

Livre-arbítrio e responsabilidade moral

Se tudo o que você faz tem causas, você é responsável? Compatibilismo, os casos de Frankfurt e a sorte moral: o que sobra da culpa e do mérito.

Mente e viesesFundamentos
Intermediário

Tribalismo moral: os eixos em que privilegiamos os nossos

Mesmo quem busca imparcialidade mantém preferências por grupo. Nação, raça, sexo, religião, classe, espécie: dezesseis eixos para examinar.

Mente e viesesCírculo moral

Ética aplicada

Intermediário

Pobreza extrema e ética global

Centenas de milhões vivem com menos do que o mínimo. O que isso exige de quem tem mais, e o que de fato funciona para ajudar?

Vida práticaCírculo moral
Intermediário

A ética por trás de cada sistema econômico

Toda teoria econômico-política carrega uma resposta ética: o que é justo, quem conta, o que vale mais. Veja o que cada uma pressupõe, o que acerta e o que as evidências dizem.

Vida práticaFundamentos
Intermediário

Exploração: quando uma troca vantajosa ainda é injusta

Marx, Wertheimer e Zwolinski sobre a fábrica de salários baixos, o trabalho por aplicativo e a venda de órgãos. O que torna uma troca exploração, e se é pior do que não trocar.

Vida práticaDeontologia
Intermediário

Punição: por que e como punir

Retribuição, prevenção, reabilitação, reparação: as justificativas da pena, o que a evidência diz sobre o que funciona e os limites que nenhuma delas dispensa.

Vida práticaDeontologia
Intermediário

Bioética: autonomia, consentimento e os quatro princípios

A ética da medicina e da pesquisa: de onde veio, os quatro princípios de Beauchamp e Childress, o consentimento informado e os casos que a moldaram.

Vida práticaDeontologia
Intermediário

Deficiência: dependência, cuidado e o valor de cada vida

O que a deficiência ensina às teorias feitas para adultos independentes: o modelo social, a crítica de Kittay a Rawls e o debate com Singer.

Círculo moralCaráter e cuidado
Intermediário

Ética da tecnologia e da inteligência artificial

Algoritmos que decidem crédito e liberdade, sistemas que manipulam atenção, responsabilidade sem um responsável: as perguntas éticas da tecnologia atual.

Futuro e incertezaVida prática
Intermediário

Ética da inteligência artificial

Justiça, transparência, responsabilidade, privacidade, armas, trabalho e o estatuto moral das máquinas: o mapa das perguntas éticas que a IA levanta, e o que cada teoria diz.

Vida práticaFuturo e incerteza
Intermediário

Responsabilidade coletiva: sua parte nos danos de todos

Arendt, Jaspers, Iris Marion Young e Kutz: o que você deve por males que ninguém causou sozinho, da injustiça estrutural ao clima e à criação industrial.

Vida práticaConsequencialismo

Dilemas clássicos

Experimente

Os três casos do curso

Três casos atravessam os três níveis. A cada nível, veja como cada família responde a eles, com mais detalhe do que no nível anterior.

  • A criança no lago. Você passa por um lago raso onde uma criança se afoga. Salvar custa seus sapatos. E a criança distante, que o mesmo dinheiro salvaria?
  • O frango de granja. Um frango passa a vida em um galpão lotado e morre aos 42 dias. É barato, é legal, é o que quase todos comem.
  • A promessa ao moribundo. Você prometeu a um amigo, no leito de morte, entregar o dinheiro dele a um clube de golfe. Um hospital infantil precisa do mesmo valor. Ninguém saberá.
FamíliaA criança no lagoO frango de granjaA promessa ao moribundo
ConsequencialismoSinger: nenhuma diferença (distância, número de salvadores, incerteza) é moralmente relevante. A objeção da exigência responde que há um teto; o consequencialismo satisfatório o fixa.O utilitarismo de ato condena a compra pelo valor esperado; o de regras, pela prática. A substituibilidade (matar e repor) é a objeção interna mais incômoda.O consequencialismo de regras cumpre a promessa, porque a prática vale mais do que o caso; o de ato dá ao hospital.
DeontologiaKant: beneficência é dever imperfeito; Pogge transforma o caso distante em dever negativo (não sustentar regras que empobrecem).Regan: o frango é sujeito de uma vida e tem direito a não ser usado como recurso. Kant original: só deveres indiretos.Ross: fidelidade e beneficência são deveres prima facie; o juízo pesa. O absolutista cumpre; o de limiar hesita.
Caráter e cuidadoA ética do cuidado começa perto e precisa da imparcialidade para alcançar a criança distante.O cuidado alcança o animal em relação de dependência; a virtude da justiça alcança o que não se vê.A lealdade é virtude, e a sabedoria prática sabe quando ela cede; o pesar depois é adequado.
ContratualismoScanlon: o princípio “ajude quando o custo é pequeno” não é razoavelmente rejeitável; a versão para distantes é institucional.Rowlands: sob um véu que esconde a espécie, ninguém aceita a criação industrial.Um princípio que permita quebrar promessas por qualquer bem maior seria rejeitado; um que permita em casos graves e raros, não.
Mente e moralA vítima identificável explica por que salvamos no lago e não à distância; é viés, não razão.A dissonância explica por que quem condena continua comprando; a fraqueza de vontade não é hipocrisia.A promessa pesa mais quando o amigo tinha rosto; o hospital é estatística.