Dilemas / Vida boa e caráter
A máquina de experiências
Uma máquina pode dar qualquer experiência que você quiser, pela vida inteira, indistinguível da realidade. Você se ligaria?
Origem: Robert Nozick, 1974.
Você se conectaria?
O que cada teoria tende a dizer
| Utilitarismo clássico | Se só a experiência conta, sim: a vida na máquina é tão boa quanto a real. |
|---|---|
| Utilitarismo de preferências | Não, se você prefere fazer as coisas de fato, e essa preferência conta. |
| Ética das virtudes | Não. Florescer é agir, não só sentir. |
| Ética estoica | A pergunta revela que valorizamos a verdade e a agência, não só o prazer. |
Tendências, não vereditos: dentro de cada teoria há variantes, e autores da mesma família discordam.
O que o caso ensina
A maioria recusa. Se é assim, queremos mais do que sentir: fazer, ser alguém e estar em contato com a realidade. É a objeção mais influente ao hedonismo. Defensores do hedonismo respondem que a recusa é viés do status quo: quem já está na máquina também recusaria sair.
Perguntas para pensar
- Qual foi a sua primeira reação, e que princípio ela expressa?
- Esse princípio vale em um caso parecido com os papéis trocados?
- O que mudaria a sua resposta?
Lições relacionadas: Bentham, Mill e o utilitarismo clássico, O que torna uma vida boa? As teorias do bem-estar, Ética e sentido da vida: o que torna uma vida significativa, Outros experimentos mentais que mudaram a ética.
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