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Dilemas / Resultado ou regra

O transplante

Um cirurgião pode matar um paciente saudável e usar seus órgãos para salvar cinco. Quase ninguém aceita.

Origem: Judith Jarvis Thomson, 1976, a partir de Foot.

Cinco pacientes vão morrer sem transplantes de órgãos diferentes. Um visitante saudável, compatível com todos, está no hospital para um exame. O cirurgião pode matá-lo discretamente e salvar os cinco. Ninguém saberia.

O cirurgião deve fazer isso?

O que cada teoria tende a dizer

Consequencialismo de atoEm princípio sim, se ninguém soubesse. A maioria dos consequencialistas aceita o incômodo e aponta efeitos de longo prazo.
Consequencialismo de regrasNão. Uma regra que permite isso destruiria a confiança na medicina.
Deontologia de direitosNão. O direito à vida do visitante é um trunfo.
Contratualismo escanlonianoNão. O visitante pode rejeitar razoavelmente qualquer princípio que permita isso.

Tendências, não vereditos: dentro de cada teoria há variantes, e autores da mesma família discordam.

O que o caso ensina

O caso é o bonde da passarela com a roupa de hospital, e a resposta é ainda mais unânime. Ele mostra o limite do cálculo de ato: mesmo com segredo garantido, quase todos sentem que é errado. Para o consequencialista, é o caso mais difícil; para o deontologista, a confirmação de que direitos não entram na soma.

Perguntas para pensar

  1. Qual foi a sua primeira reação, e que princípio ela expressa?
  2. Esse princípio vale em um caso parecido com os papéis trocados?
  3. O que mudaria a sua resposta?

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