A ideia central
Devemos uns aos outros agir segundo princípios que possam ser justificados a cada afetado. Um princípio é rejeitável se impõe a alguém um custo que ela pode razoavelmente recusar. As objeções são de indivíduos, não da soma: um custo imenso para um pode vencer benefícios pequenos para muitos.
Referências
T. M. Scanlon; discutido por Derek Parfit, Rahul Kumar, Elizabeth Ashford.
De onde veio
O Que Devemos Uns aos Outros (1998). Parfit o considerou uma das três teorias que convergem em On What Matters.
No dilema do bonde
Que princípio ninguém rejeitaria? O de desviar, provavelmente: o um tem objeção forte, mas os cinco têm a mesma, e são mais. Empurrar: um princípio que permite usar pessoas pode ser rejeitado por qualquer um. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Reconstrói a separação entre pessoas: a soma não cala uma objeção individual.
- Explica a autoridade da moral: devemos justificação uns aos outros.
- Flexível e sensível ao contexto.
Objeções
- Quem não pode exigir justificativas fica fora, ou entra só por procuração.
- O que é “razoável” pressupõe juízos morais anteriores.
- Não lida bem com agregação: às vezes o número deveria contar.
O que dizem os críticos
Consequencialistas dizem que a recusa de agregar leva a resultados absurdos em grandes números. Parfit defendeu uma versão em que os princípios escolhidos acabam sendo os consequencialistas de regras.
Filósofos ligados
Lições: Contratualismo: a moral como acordo, Exploração: quando uma troca vantajosa ainda é injusta, Ética da inteligência artificial, O problema do alinhamento.
Nos dilemas: O transplante, A tragédia dos comuns.
Nos debates: Liberdade de expressão irrestrita, Existe guerra justa?, Relacionamentos abertos e não monogamia, Pequenas trapaças: pirataria, sonegação, furar fila, O que devemos aos pais?, Manter amizade com quem pensa muito diferente e mais 8
Trabalho: dever, dignidade ou necessidade?, Fazer mal a quem nunca vai saber: existe dano?, Censura: quando é legítimo impedir que algo seja dito?, Preferências póstumas: o que o morto quis ainda conta?, Terrorismo: há alguma versão justificável?, Empresas têm deveres além do lucro?, Publicidade e manipulação: onde persuadir vira enganar?, Humor depreciativo, humor negro e os limites do humor