Ética
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Teorias éticas

Contratualismo hobbesiano

A moral é o pacto que pessoas interessadas em paz e segurança mútua aceitariam seguir.

Contratualismo
Ponto focal: O acordo racional entre interessados em segurança. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Sem regras, a vida seria uma guerra de todos contra todos. Pessoas racionais e interessadas em si aceitam limitar sua liberdade em troca de segurança. As regras morais são esse pacto, e valem porque é racional segui-las.

Referências

Thomas Hobbes, David Gauthier (<em>Morals by Agreement</em>, 1986), Jan Narveson.

De onde veio

Formulado no Leviatã (1651), em meio à guerra civil inglesa. Gauthier o reconstruiu com teoria dos jogos no século XX.

No dilema do bonde

Que regra interessados racionais aceitariam? Provavelmente a de desviar, e a de não empurrar: ninguém quer viver onde pode ser usado como obstáculo. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Explica a moral sem supor fatos morais nem Deus: só racionalidade e interesse.
  • Mostra por que cooperar é racional.
  • Base do pensamento sobre Estado e segurança.

Objeções

  • Quem não pode ameaçar ninguém fica fora: bebês, pessoas com deficiência grave, animais, gerações futuras.
  • Reduz a moral a prudência: quem pode trapacear sem ser pego não tem razão para não trapacear.
  • Não explica deveres para com quem não pode retribuir.

O que dizem os críticos

Críticos dizem que a teoria descreve um acordo entre fortes, não a moral. Defensores respondem que proteger os fracos pode ser racional por razões indiretas, mas admitem que a proteção é frágil.

Filósofos ligados

Thomas Hobbes

Lições: Contratualismo: a moral como acordo.

Nos dilemas: Os casos marginais, O anel de Giges, O dilema do prisioneiro.

Nos debates: Por que ser moral?.