A ideia central
Rawls esconde sob o véu os traços que não merecemos: talento, classe, sexo. A espécie também não é merecida. Se o véu a escondesse, ninguém aceitaria as regras da criação industrial de animais, da mesma forma que ninguém aceita a escravidão sem saber se seria escravizado.
Referências
Mark Rowlands; versões próximas em Robert Garner e Alasdair Cochrane.
De onde veio
Rowlands propôs a extensão em Animal Rights: Moral Theory and Practice (1998), de dentro da estrutura de Rawls, argumentando que a exclusão dos animais era inconsistente com a própria lógica do véu.
No dilema do bonde
Como o rawlsiano, e com uma pergunta a mais: se as vítimas no trilho fossem de outra espécie, a resposta mudaria? Se sim, por quê? Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Usa a ferramenta mais aceita da ética para incluir os animais.
- Mostra que a exclusão de Rawls era arbitrária pelos próprios critérios dele.
- Dá base contratualista a direitos animais.
Objeções
- Pode-se imaginar ser um porco? O que isso significa?
- Rawls dizia que as partes precisam ter senso de justiça; animais não têm.
- Se a espécie é escondida, por que não a senciência?
O que dizem os críticos
Rawlsianos ortodoxos dizem que o contrato é entre quem pode cooperar. Rowlands responde que o véu já inclui quem não coopera, como bebês e pessoas com deficiência, e que a espécie não é diferente.
Filósofos ligados
Lições: Imparcialidade: a regra de ouro, o véu e a universalidade, Contratualismo: a moral como acordo, Animais e a política: cidadania e constituições.
Nos dilemas: O véu da ignorância.
Nos debates: Explorar animais, Ter animais de estimação, Qual é o critério moral mais sólido?.