A ideia central
Não confundir com egoísmo psicológico, a tese de que as pessoas sempre agem por interesse. O egoísmo ético diz que devem. Na versão universal, é uma regra para todos; na individual, só para mim, sem recomendação aos outros.
Referências
Max Stirner, Ayn Rand (objetivismo), Thomas Hobbes em algumas leituras; crítica clássica em James Rachels.
De onde veio
Antigo como Trasímaco, na República de Platão. Ganhou formulação moderna com Rand no século XX.
No dilema do bonde
O que for melhor para você. Se ninguém está olhando e você não se importa com os seis, nada o obriga a agir. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Cada um conhece melhor as próprias necessidades.
- Evita o paternalismo e o sacrifício imposto.
- Alguns argumentam que um mundo em que todos cuidam de si funciona bem.
Objeções
- Não resolve conflitos: se o meu interesse e o seu colidem, manda cada um vencer.
- Arbitrário: por que a minha dor conta e a sua não, se são iguais?
- Não pode ser recomendado: o egoísta que convence os outros a serem altruístas vive melhor.
O que dizem os críticos
Quase toda a filosofia moral o rejeita como teoria moral, por não ser imparcial. Defensores respondem que a imparcialidade é que precisa de defesa, e que ninguém a pratica.
Filósofos ligados
Lições: Egoísmo, relativismo e ceticismo: há um padrão?, Perguntas frequentes e mitos sobre ética, Tribalismo moral: os eixos em que privilegiamos os nossos, Identidade pessoal e ética: o que Parfit mudou.
Nos dilemas: A criança no lago, O véu da ignorância, O barco salva-vidas, O anel de Giges, O dilema do prisioneiro.
Nos debates: Fronteiras abertas?, Por que ser moral?, Empresas têm deveres além do lucro?, Publicidade e manipulação: onde persuadir vira enganar?.