A ideia central
Quando digo que algo é errado, digo que o desaprovo. Não há padrão além do juízo individual. Cada pessoa é a medida do certo para si mesma.
Referências
Associado a leituras de Protágoras; distinto do emotivismo, que nega que o juízo descreva algo.
De onde veio
Posição mais comum em conversas do que em filosofia. Costuma ser a primeira resposta de quem descobre que a moral não é como a física.
No dilema do bonde
O que você achar certo é certo, para você. O dilema desaparece, e com ele qualquer razão para pensar. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Reconhece que a moral envolve atitudes e não só fatos.
- Protege contra a imposição de valores alheios.
Objeções
- Torna impossível o erro: se o que eu aprovo é certo, nunca estou errado.
- Torna impossível o desacordo: quem diz “é certo” e quem diz “é errado” falam de si, não da coisa.
- Ninguém o aceita quando a vítima é ele.
O que dizem os críticos
Praticamente abandonado em filosofia: ele não explica por que discutimos, por que mudamos de ideia nem por que certas coisas parecem erradas mesmo quando aprovadas. O emotivismo e o quase-realismo são as versões sofisticadas que o substituíram.
Lições: Egoísmo, relativismo e ceticismo: há um padrão?, A moralidade sem religião.