A ideia central
Cada sociedade tem seu código moral, e um ato é certo ou errado em relação a esse código. Não existe um ponto de vista neutro de onde julgar culturas. A tolerância seria a conclusão prática.
Referências
Associado a William Graham Sumner, Ruth Benedict e Melville Herskovits; em filosofia, Gilbert Harman e David Wong em versões sofisticadas.
De onde veio
Ganhou força com a antropologia do início do século XX, em reação ao etnocentrismo colonial.
No dilema do bonde
Depende da cultura. Se a sua aprova o cálculo, empurre; se não, não. O relativista não tem como dizer qual cultura acerta. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Humildade: nossa cultura também tem pontos cegos.
- Reconhece que muito do que chamamos de moral é convenção.
- Reação legítima ao uso da moral para dominar.
Objeções
- Impede dizer que a escravidão era errada, e não só “diferente”.
- Quem fala pela cultura? Os dissidentes quase sempre são as vítimas.
- Não permite progresso: se cada época está certa por definição, nada melhora.
O que dizem os críticos
Rachels mostrou que as diferenças entre culturas são menores do que parecem e muitas vezes vêm de crenças factuais diferentes. E a tolerância que o relativista recomenda é um valor que ele quer universal, o que o contradiz.