Ética
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Critérios éticos

Ceticismo normativo

Talvez não exista padrão moral algum a descobrir; juízos morais só expressam atitudes.

Egoísmo, relativismo e ceticismo
Ponto focal: A dúvida sobre haver resposta. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Não há fatos morais, e juízos morais não são verdadeiros nem falsos. Isso não dispensa de agir: o cético também decide. Por isso faz sentido perguntar qual é a tendência prática de um cético: consequencialista, deontológica, de caráter ou egoísta.

Referências

J. L. Mackie (teoria do erro), Richard Joyce, Richard Garner; o abolicionismo moral de Garner e Joel Marks.

De onde veio

Tem raízes nos céticos antigos. Ganhou força com Mackie em 1977 e com os argumentos de desmascaramento evolutivo nas últimas décadas.

No dilema do bonde

Não há resposta certa. Mas você ainda vai agir: a pergunta é qual é a sua tendência prática. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Honesto sobre a dificuldade de fundamentar a moral.
  • Compatível com o naturalismo científico.
  • Evita o dogmatismo moral.

Objeções

  • Difícil de viver: ninguém trata o próprio sofrimento como moralmente indiferente.
  • Se nada é errado, o genocídio não é errado, o que parece mais implausível do que qualquer problema do realismo.
  • Precisa explicar por que a prática moral funciona e por que vale manter.

O que dizem os críticos

Realistas dizem que o cético refuta a si mesmo quando reclama de injustiça. Céticos respondem que podem manter a prática moral como ficção útil, e que reclamar é expressar atitude, não descrever fato.

Filósofos ligados

Friedrich NietzscheJ. L. Mackie

Lições: Egoísmo, relativismo e ceticismo: há um padrão?.

Nos debates: Humildade intelectual: dever de duvidar ou desculpa?.