A ideia central
Apenas seres humanos têm consideração moral direta. Animais, plantas e ecossistemas importam na medida em que afetam humanos: crueldade com animais é errada porque embrutece quem a pratica ou ofende quem a vê, não pelo animal.
Referências
Tradição dominante no Ocidente: Aristóteles, Tomás de Aquino, Descartes, Kant. Hoje, defensores explícitos como Carl Cohen e, de outro modo, Bernard Williams.
De onde veio
Dominou a ética até o século XIX. Bentham a questionou em 1789; o debate se intensificou com Singer em 1975. Hoje é minoritário entre filósofos da ética, mas majoritário na prática social.
No dilema do bonde
Conta vidas humanas. Se as vítimas fossem animais, o dilema perderia força moral direta. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Simples e alinhado com o costume.
- Reconhece capacidades humanas únicas: linguagem, cultura, projetos de vida.
- Permite deveres indiretos que protegem animais em parte.
Objeções
- Que traço humano justifica a fronteira? Razão exclui bebês; senciência inclui animais.
- Julgar um indivíduo pela espécie tem a estrutura dos preconceitos que rejeitamos.
- Não explica por que a crueldade com um animal parece errada pelo animal, e não só por nós.
O que dizem os críticos
Sencientistas dizem que a posição é especismo: discriminação por um traço irrelevante para a capacidade de sofrer. Biocentristas e ecocentristas, que é arrogância da espécie. Defensores apelam ao valor da humanidade em si, ou a laços e contratos.
Filósofos ligados
Lições: O círculo moral: quem conta e por quê, Tribalismo moral: os eixos em que privilegiamos os nossos, Especismo e a igual consideração de interesses, Catástrofes morais: e se estivermos errados agora?.
Nos dilemas: Os casos marginais, O último homem.
Nos debates: Explorar animais.