A ideia central
Todo organismo tem um bem próprio: crescer, se manter, se reproduzir. Ter um bem próprio basta para merecer consideração moral. Humanos são uma espécie entre outras, sem superioridade de princípio.
Referências
Albert Schweitzer (reverência pela vida), Paul Taylor (<em>Respeito pela Natureza</em>, 1986), Robin Attfield, Kenneth Goodpaster.
De onde veio
Schweitzer formulou a reverência pela vida nos anos 1920. Taylor deu a versão filosófica sistemática em 1986.
No dilema do bonde
Conta vidas, e talvez conte igual: um humano e uma árvore no trilho seriam um problema real para o biocentrista estrito. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Leva a sério o valor da vida não humana e não senciente.
- Rejeita a arrogância da espécie.
- Alinhado com tradições como o jainismo.
Objeções
- O que uma bactéria tem a perder? Pode ser danificada, mas não sente o dano.
- Dar peso igual a tudo o que vive leva a conclusões estranhas: matar uma planta e um porco seriam equivalentes.
- Impraticável: viver exige matar organismos o tempo todo.
O que dizem os críticos
Sencientistas dizem que ter um bem próprio sem poder sentir não gera interesses: a planta não se importa com o que lhe acontece. Taylor respondeu com prioridades práticas, mas a objeção segue como a principal.
Filósofos ligados
Lições: O círculo moral: quem conta e por quê, Vida e ecossistemas: biocentrismo e ecocentrismo.
Nos dilemas: O último homem.