A ideia central
O que tem valor são os todos: comunidades bióticas, ecossistemas, a biosfera. Algo é certo quando preserva a integridade, a estabilidade e a beleza da comunidade biótica. Indivíduos importam como partes.
Referências
Aldo Leopold (<em>A Ética da Terra</em>, 1949), J. Baird Callicott, Holmes Rolston III, Arne Naess (ecologia profunda).
De onde veio
Leopold formulou a ética da terra em 1949; Callicott a sistematizou nos anos 1980; a ecologia profunda de Naess a radicalizou a partir de 1973.
No dilema do bonde
Pessoas são partes do sistema, e seis pessoas não mudam sua integridade. O ecocentrismo não tem o que dizer aqui, e isso revela o seu foco. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Leva a sério a interdependência e a irreversibilidade da destruição ambiental.
- Fundamenta a conservação de espécies e biomas.
- Corrige a visão de curto prazo das éticas individualistas.
Objeções
- Um ecossistema não sente; os animais nele, sim. Sacrificar quem sente pelo “sistema” inverte a ordem.
- “Integridade” e “estabilidade” não são estados naturais: ecossistemas mudam, e escolher um estado é decisão humana.
- Regan chamou a posição de “fascismo ambiental”: o indivíduo some no todo.
O que dizem os críticos
Sencientistas dizem que o ecocentrismo dá consideração a algo que não sofre e nega a quem sofre, como no abate de animais introduzidos ou na recusa a ajudar animais selvagens. Ecocentristas respondem que sem o sistema não há indivíduos.
Filósofos ligados
Lições: O círculo moral: quem conta e por quê, O sofrimento dos animais selvagens, Vida e ecossistemas: biocentrismo e ecocentrismo, Ética climática: quem deve o quê, e a quem.
Nos dilemas: O último homem.
Nos debates: Primitivismo: a civilização foi um erro?.