A ideia central
Beneficiar alguém importa mais quanto pior essa pessoa está. Não por causa da desigualdade em si, e sim porque um ganho para quem tem pouco tem mais valor moral do que o mesmo ganho para quem tem muito.
Referências
Derek Parfit, que lhe deu o nome em <em>Igualdade ou Prioridade?</em> (1991); Thomas Nagel, Richard Arneson, Matthew Adler.
De onde veio
Nasceu da crítica de Rawls ao utilitarismo e da objeção do nivelamento por baixo ao igualitarismo. É hoje uma das posições mais comuns em filosofia política e em economia do bem-estar.
No dilema do bonde
Desvie e, em geral, empurre: o número conta. Mas se o um estiver em situação muito pior do que os cinco, a conta fica menos clara. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Dá razão para ajudar primeiro quem tem menos, sem o problema do nivelamento por baixo.
- Encaixa com intuições sobre impostos progressivos e políticas sociais.
- Compatível com a imparcialidade: o peso vem da situação, não da identidade.
Objeções
- Quanto peso a mais? A teoria é uma família de curvas, não uma regra.
- Em escolhas que afetam só uma pessoa, dar peso extra ao estado pior parece estranho.
- Ainda é agregativo: pode aprovar sacrifícios se o peso não for alto o bastante.
O que dizem os críticos
Igualitaristas dizem que ele perde o valor da igualdade em si. Utilitaristas, que o peso extra é arbitrário. Suficientistas, que acima de um mínimo a prioridade perde sentido.
Filósofos ligados
Lições: Consequencialismo: quando o resultado pesa mais, Somar, priorizar ou garantir o mínimo?, As objeções ao consequencialismo, e as respostas, Pobreza extrema e ética global, A ética por trás de cada sistema econômico, Da ética à política: valores primeiro, evidências depois.
Nos dilemas: O monstro utilitário.
Nos debates: Devem existir bilionários?, Meritocracia é justa?, Cotas e ações afirmativas, Dar dinheiro a quem pede na rua, Gastar com luxo é errado?, Como usar o tempo para melhorar o mundo? .