A ideia central
Direitos e deveres não são políticas que cedem a qualquer ganho, mas também não são absolutos. Há um limiar: abaixo dele, a restrição vence qualquer cálculo; acima, o custo é tão grande que violar a restrição se torna permitido ou obrigatório.
Referências
Michael Moore, Larry Alexander (como crítico), Thomas Nagel em parte, Robert Nozick em uma nota de rodapé famosa.
De onde veio
Nozick, em 1974, admitiu que talvez restrições pudessem ser violadas para evitar “horror moral catastrófico”. Moore desenvolveu a ideia nos anos 1980 e 1990.
No dilema do bonde
Desvie. Não empurre: salvar cinco não cruza o limiar. Mudar a situação para salvar milhares, e a resposta pode mudar. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Descreve como a maioria de fato julga: regras firmes, com exceções só no extremo.
- Evita o fanatismo do absolutismo e a fragilidade do consequencialismo.
- Permite direitos fortes sem catástrofes.
Objeções
- Onde fica o limiar? Mil vidas sim, 999 não?
- Paradoxos: pode ser permitido violar para salvar mil, mas não para salvar os primeiros 500, embora salvar 500 seja parte de salvar mil.
- Se o número conta acima do limiar, por que não conta abaixo?
O que dizem os críticos
Alexander mostrou que qualquer limiar fixo gera paradoxos. Absolutistas dizem que é consequencialismo com freio de mão. Defensores respondem que a vagueza é da moral e que vagueza não é arbitrariedade.
Filósofos ligados
Lições: Deontologia: quando deveres e direitos pesam mais, Direitos como trunfos e a deontologia de limiar.
Nos dilemas: Mentir ao assassino, Jim e os indígenas.
Nos debates: Eutanásia e suicídio assistido, Tortura: nunca, ou na bomba-relógio?, Em que focar: consequências, regras ou caráter?, Terrorismo: há alguma versão justificável?, Os fins justificam os meios?.