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Dilemas / Resultado ou regra

Jim e os indígenas

Jim pode matar um prisioneiro para que outros dezenove sejam libertados. Williams pergunta o que isso faz com Jim.

Origem: Bernard Williams, 1973.

Jim, um botânico, chega a uma vila onde vinte indígenas presos vão ser executados por um capitão, como punição por protestos. O capitão oferece: se Jim, o convidado de honra, matar um deles, os outros dezenove serão libertados. Se recusar, todos morrem.

Jim deve atirar?

O que cada teoria tende a dizer

Utilitarismo clássicoSim, e sem dilema: dezenove vidas valem mais do que uma.
Ética das virtudesTalvez sim, mas o que acontece com Jim importa: ele será alguém que matou um inocente.
Deontologia absolutistaNão. Jim não é responsável pelo que o capitão fizer.
Deontologia de limiarProvavelmente sim: dezenove vidas cruzam o limiar.

Tendências, não vereditos: dentro de cada teoria há variantes, e autores da mesma família discordam.

O que o caso ensina

Williams não discordava da resposta utilitarista; discordava da facilidade. Para o utilitarismo, a integridade de Jim, seus compromissos, o fato de que seria ele a matar, é um detalhe psicológico. Williams achava que isso perde algo essencial sobre o que é ser um agente moral, e não um canal para o melhor resultado.

Perguntas para pensar

  1. Qual foi a sua primeira reação, e que princípio ela expressa?
  2. Esse princípio vale em um caso parecido com os papéis trocados?
  3. O que mudaria a sua resposta?

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