Ética
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Teorias éticas

Deontologia absolutista

Certas restrições nunca podem ser violadas, não importa o custo.

Deontologia
Ponto focal: Restrições morais que não cedem. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Há coisas que não se fazem com inocentes: torturar, matar, escravizar. Essas restrições não têm exceção, nem para evitar catástrofes. Faça-se justiça, ainda que o céu caia.

Referências

Elizabeth Anscombe, Alan Donagan, parte da tradição católica, Kant em algumas leituras.

De onde veio

Tem raízes na lei natural e na ética religiosa. Anscombe a defendeu em 1958 ao dizer que quem considera executar um inocente para salvar outros já mostra uma mente corrompida.

No dilema do bonde

Não empurre, nunca. E muitos absolutistas também não desviam: você estaria matando o um. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Oferece proteção total ao indivíduo contra a maioria.
  • Impede o raciocínio “desta vez a exceção vale”, que justificou atrocidades.
  • Previsível: todos sabem o que ninguém fará.

Objeções

  • Parece fanatismo quando o custo é imenso: permitir que uma cidade morra para não mentir.
  • Não resolve conflitos entre restrições absolutas.
  • Precisa da distinção entre fazer e permitir, que é contestada.

O que dizem os críticos

Deontologistas de limiar dizem que a posição confunde firmeza com cegueira. Consequencialistas, que ela coloca a pureza do agente acima das vítimas. Defensores respondem que o limiar é o começo do fim das restrições.

Filósofos ligados

Immanuel KantElizabeth Anscombe

Lições: Direitos como trunfos e a deontologia de limiar.

Nos dilemas: O bonde: o desvio, Jim e os indígenas, O sorites: o paradoxo do monte, A escolha de Sofia.

Nos debates: Aborto, Legítima defesa, Tortura: nunca, ou na bomba-relógio?, Existe guerra justa?, Terrorismo: há alguma versão justificável?, Os fins justificam os meios?.