A ideia central
As quatro nobres verdades: há sofrimento; ele tem causa (o apego); pode cessar; há um caminho. O caminho óctuplo inclui intenção, fala, ação e meio de vida corretos. Os preceitos começam por não matar nenhum ser vivo. A compaixão (karuna) e a benevolência (metta) se estendem a todos os sencientes, sem distinção de espécie. A ética é parte do treino da mente, não um código externo.
Referências
Sidarta Gautama; Nagarjuna; Shantideva (A Vida do Bodisatva); hoje, Thich Nhat Hanh, o Dalai Lama, Peter Harvey e Charles Goodman como intérpretes.
De onde veio
Surgiu na Índia no século V a.C. e se espalhou pela Ásia em muitas escolas. Goodman defende que a ética budista é um consequencialismo focado no sofrimento; outros a leem como ética das virtudes.
No dilema do bonde
Reduza o sofrimento com compaixão e sem ódio: desvie. Sobre empurrar, a intenção de matar contamina o ato, e a maioria das escolas recusa. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Incluiu todos os seres sencientes desde o início, dois milênios antes do Ocidente.
- Une ética e psicologia: a conduta muda com o treino da mente, o que a ciência confirma em parte.
- A prioridade ao sofrimento antecipa as éticas focadas no sofrimento.
Objeções
- A meta de cessar o desejo é contestada: nem todo desejo é sofrimento.
- Escolas divergem sobre comer carne e sobre intervir no sofrimento alheio (karma como explicação pode gerar passividade).
- A base metafísica (renascimento, karma) não é aceita por quem não a crê, embora a ética possa ser separada dela.
O que dizem os críticos
Filósofos ocidentais discutem se é consequencialista, de virtudes ou algo próprio. Críticos sociais apontam que a ênfase no cultivo individual pode negligenciar a mudança de estruturas.
Filósofos ligados
Lições: As éticas religiosas: o que cada tradição ensina, A moralidade sem religião, Identidade pessoal e ética: o que Parfit mudou.
Nos debates: Perdoar é um dever?, Humildade: virtude, vício ou postura?.