A ideia central
As teorias tradicionais partem de adultos independentes que negociam regras. A ética do cuidado parte da dependência, que é a condição de todos em algum momento. Agir bem é prestar atenção, assumir responsabilidade, responder com competência e verificar a resposta.
Referências
Carol Gilligan, Nel Noddings, Virginia Held, Joan Tronto, Eva Kittay; na ética animal, Josephine Donovan e Carol Adams.
De onde veio
Nasceu em 1982 com Uma Voz Diferente, de Gilligan, em crítica aos estágios morais de Kohlberg. Expandiu-se para a política e para os animais nas décadas seguintes.
No dilema do bonde
Recusa o enquadramento: pessoas reais não são números em trilhos. Quem são, que relações têm, há outra saída? Se forçada, a maioria não empurra. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Dá conta do que as outras teorias deixam de fora: infância, doença, velhice.
- Valoriza o trabalho de cuidado, historicamente invisível.
- Atenta ao concreto, não só ao princípio.
Objeções
- Parcialidade: cuidar dos “meus” pode justificar ignorar os de fora.
- Pode reforçar estereótipos de gênero.
- Precisa de justiça para não naturalizar relações exploradoras.
O que dizem os críticos
Teóricos da justiça dizem que o cuidado sem princípios é arbitrário. Feministas liberais temem a naturalização do cuidado como feminino. Defensoras respondem que cuidado e justiça se completam, e que o cuidado deve se expandir.
Filósofos ligados
Lições: Virtudes e cuidado: quando quem você é pesa mais, Parcialidade: até onde cuidar mais dos seus?, A ética do cuidado, Ética feminista: o que a filosofia deixava de fora, Deficiência: dependência, cuidado e o valor de cada vida.
Nos dilemas: O bonde: a passarela, A criança no lago, O violinista, O dilema de Heinz.
Nos debates: Eutanásia e suicídio assistido, Aborto, Uso e criminalização de drogas, Doação e venda de órgãos, Fronteiras abertas?, O Estado pode proteger você de si mesmo? e mais 24
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