Ética
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Teorias éticas

Suficientismo

Garanta a todos um nível mínimo suficiente; acima dele, a distribuição importa pouco ou nada.

Consequencialismo
Ponto focal: Que todos tenham o suficiente. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

O que importa moralmente é que ninguém fique abaixo de um limiar de suficiência: saúde, alimentação, educação, participação. Acima do limiar, desigualdades não são um problema de justiça.

Referências

Harry Frankfurt, Roger Crisp, Paula Casal, Elizabeth Anderson em parte.

De onde veio

Frankfurt o formulou em 1987, em Igualdade como ideal moral, argumentando que o que importa não é que todos tenham o mesmo, mas que todos tenham o bastante.

No dilema do bonde

Não decide por si: morrer está abaixo de qualquer limiar para todos os envolvidos. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Prioriza o urgente: tirar pessoas da miséria antes de discutir a renda dos ricos.
  • Evita a obsessão com a diferença quando todos vivem bem.
  • Base de sistemas universais, como saúde pública e renda mínima.

Objeções

  • Onde fica a linha, e por quê?
  • Acima da linha, nenhuma desigualdade importa? Nem a extrema?
  • Pode mandar ajudar alguém logo abaixo da linha em vez de alguém muito abaixo, se o primeiro a cruzar.

O que dizem os críticos

Igualitaristas dizem que a desigualdade acima do limiar afeta poder, autoestima e democracia. Prioritaristas dizem que o suficientismo é o prioritarismo com um corte arbitrário.

Filósofos ligados

Martha NussbaumAmartya Sen

Lições: Somar, priorizar ou garantir o mínimo?, Da ética à política: valores primeiro, evidências depois.

Nos debates: Devem existir bilionários?.