A ideia central
Sofrimento e prazer não são a mesma moeda com sinais trocados. Uma unidade de dor pesa mais do que uma de prazer, por razões como a urgência da dor e a assimetria entre criar vidas boas e evitar vidas ruins. Mas o prazer tem valor, e em quantidade suficiente compensa sofrimentos moderados.
Referências
Jamie Mayerfeld, Magnus Vinding em versões moderadas, Karl Popper como inspiração.
De onde veio
Popper sugeriu em 1945 que a ética deveria pedir a minimização do sofrimento, não a maximização da felicidade. Mayerfeld deu uma defesa sistemática em Suffering and Moral Responsibility (1999).
No dilema do bonde
Desvie e empurre: cinco mortes trazem mais sofrimento do que uma, e o prazer não entra aqui. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Encaixa com a intuição de que a pior dor é pior do que o melhor prazer é bom.
- Explica a assimetria: é errado criar quem só sofrerá, não obrigatório criar quem só será feliz.
- Direciona a atenção para onde o sofrimento se concentra.
Objeções
- Quanto a mais o sofrimento pesa? A teoria é uma família de pesos.
- Precisa de um critério para comparar dores e prazeres de intensidades diferentes.
- Pode subestimar o valor de vidas muito boas.
O que dizem os críticos
Utilitaristas simétricos dizem que a assimetria é um viés da nossa psicologia. Utilitaristas negativos dizem que ela não vai longe o bastante: sofrimento extremo não se compensa com nada.
Filósofos ligados
Lições: O peso do sofrimento diante do prazer, Ética populacional e a conclusão repugnante.
Nos dilemas: A conclusão repugnante.
Nos debates: É certo ter filhos?, Editar genes humanos, Devemos priorizar o futuro distante?.