Ética
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Teorias éticas

Doutrina do duplo efeito

Importa se um dano foi pretendido ou apenas previsto como efeito colateral.

Deontologia
Ponto focal: A intenção do agente: pretender o mal é diferente de prevê-lo. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Um ato com um efeito bom e um ruim pode ser permitido se o ato em si não é errado, o efeito ruim não é pretendido nem como fim nem como meio, o bem não é produzido pelo mal e há proporção entre eles.

Referências

Tomás de Aquino, Philippa Foot, Warren Quinn, Thomas Nagel; críticos: Judith Jarvis Thomson, Jonathan Bennett.

De onde veio

Formulada por Aquino no século XIII para a legítima defesa. Ganhou papel central na ética médica, na ética da guerra e no dilema do bonde a partir de Foot, em 1967.

No dilema do bonde

Desvie: a morte do um é efeito colateral. Não empurre: a morte é o meio. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Explica a intuição mais robusta do bonde.
  • Dá base à ética da guerra: civis não podem ser alvo, mas podem ser atingidos em ataques proporcionais a alvos legítimos.
  • Permite cuidados paliativos que podem acelerar a morte sem pretendê-la.

Objeções

  • A vítima não vê diferença entre ser pretendida ou prevista.
  • Dá para redescrever a intenção até caber no permitido.
  • Serviu para aceitar “danos colaterais” que seriam inaceitáveis se pretendidos.

O que dizem os críticos

Consequencialistas dizem que o que importa é o resultado para a vítima, e que a intenção importa só para julgar o agente. Alguns deontologistas preferem explicar o bonde pela diferença entre usar alguém e redistribuir uma ameaça.

Filósofos ligados

Tomás de AquinoPhilippa FootJudith Jarvis Thomson

Lições: Intenção e previsão: o duplo efeito e os deveres prima facie, O dilema do bonde e suas variantes.

Nos dilemas: O bonde: o desvio, O bonde: a passarela.

Nos debates: Legítima defesa, Existe guerra justa?, Terrorismo: há alguma versão justificável?.