A ideia central
Temos deveres de fidelidade, reparação, gratidão, justiça, beneficência, autoaperfeiçoamento e não maleficência. Cada um vale à primeira vista; quando colidem, julgamos qual pesa mais naquela situação, sem fórmula.
Referências
W. D. Ross; hoje, Robert Audi e David McNaughton.
De onde veio
Ross formulou a teoria em O Certo e o Bom (1930), como alternativa ao utilitarismo de Moore e ao rigorismo kantiano. Influenciou a bioética dos princípios de Beauchamp e Childress.
No dilema do bonde
Desvie, provavelmente: o dever de não causar dano ao um é superado pelo de beneficência aos cinco. Empurrar viola a não maleficência de forma mais direta, e a maioria dos rossianos não empurra. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Descreve como de fato pensamos: sentimos vários deveres puxando em direções diferentes.
- Explica por que uma promessa quebrada por um bom motivo ainda deixa um resíduo de dever.
- Evita a rigidez de uma regra única.
Objeções
- Não diz como pesar: no conflito, a teoria se cala.
- A lista de deveres é intuitiva e pode variar.
- Pode ser usada para justificar qualquer coisa, escolhendo o dever conveniente.
O que dizem os críticos
Teóricos de princípio único dizem que “use o juízo” é desistir de teorizar. Ross respondeu que a moral é assim, e que exigir um algoritmo é exigir o que não existe.
Filósofos ligados
Lições: Intenção e previsão: o duplo efeito e os deveres prima facie, Bioética: autonomia, consentimento e os quatro princípios, Pluralismo de valores: quando os bens não se somam, O problema do alinhamento.
Nos dilemas: Mentir ao assassino, O dilema de Heinz, A escolha de Sofia.
Nos debates: Mentir é sempre errado?, Traição.