A ideia central
Para Dewey, princípios morais são hipóteses, ferramentas para lidar com situações, e não verdades eternas. A boa conduta é a que resolve o problema presente de modo que enriqueça a experiência e abra possibilidades futuras. Fins e meios se revisam mutuamente; não há fim último que justifique qualquer meio.
Referências
John Dewey, William James, Charles Peirce; hoje, Hilary Putnam, Richard Rorty (em versão mais radical), Elizabeth Anderson.
De onde veio
Nasceu nos Estados Unidos no fim do século XIX; Dewey a desenvolveu em Human Nature and Conduct (1922) e Ethics (1932). Influenciou a educação, a democracia deliberativa e a ética aplicada.
No dilema do bonde
Não há resposta antes de olhar a situação concreta; mas, posto o caso como está, desviar resolve o problema melhor. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Trata a ética como aprendizado, com revisão pela experiência, o que casa com a ideia de progresso moral.
- Evita o dogmatismo das regras fixas e o cálculo abstrato das consequências.
- Liga a moral à educação e à democracia como métodos de resolver problemas em conjunto.
Objeções
- Sem fins últimos, o que torna uma solução “melhor”? A teoria parece pressupor valores que não explica.
- Pode degenerar em oportunismo: o que funciona para quem?
- Rorty levou o pragmatismo a um relativismo que Dewey não aceitaria.
O que dizem os críticos
Realistas dizem que o pragmatismo não distingue o que funciona do que é certo. Pragmatistas respondem que a distinção só faz sentido dentro de uma prática de investigação, e que é essa prática que chamam de moral.
Filósofos ligados
Lições: Educação moral: como se forma uma pessoa boa?.
Nos debates: Bolhas e câmaras de eco: de quem é a culpa?, É errado haver pseudociência nas universidades?, Mudar o meio ou mudar a cabeça das pessoas?, Humildade intelectual: dever de duvidar ou desculpa?.