A ideia central
Juízos morais pretendem descrever fatos vinculantes e independentes de nós. Não há tais fatos. Logo, todos os juízos morais são falsos, como juízos sobre bruxas. Isso não libera ninguém: a moral é uma invenção útil, e devemos continuar inventando bem.
Referências
J. L. Mackie, Richard Joyce, Jonas Olson; o “abolicionismo” de Richard Garner.
De onde veio
Mackie publicou Ética: Inventando o Certo e o Errado em 1977, com os argumentos da relatividade e da estranheza. Joyce acrescentou o desmascaramento evolutivo em 2006.
No dilema do bonde
Nenhuma opção é certa ou errada em sentido pleno. Mas você vai agir, e pode agir conforme a moral que achar melhor inventar. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Honesto sobre a estranheza de fatos que obrigam por si mesmos.
- Explica a variação moral pela diversidade de modos de vida.
- Compatível com o naturalismo científico.
Objeções
- Se nada é errado, o genocídio não é errado, o que parece mais implausível do que qualquer premissa do argumento.
- Difícil de viver: ninguém trata o próprio sofrimento como indiferente.
- Se a moral é útil, por que não é verdadeira no sentido em que a utilidade é um fato?
O que dizem os críticos
Realistas dizem que o custo da teoria é alto demais. Expressivistas, que Mackie errou ao supor que a linguagem moral pretende descrever. Teóricos do erro respondem que a implausibilidade de uma conclusão não refuta um argumento válido.
Filósofos ligados
Lições: O que é metaética: fatos morais existem?, Antirrealismo moral: erro, emotivismo e quase-realismo, Epistemologia moral: desacordo, testemunho e ficção.
Nos debates: Existe verdade moral?.