A ideia central
“Isso é errado” descreve um fato do mundo, como “isso é tóxico”: algo sobre sofrimento, florescimento ou o que permite viver bem. Fatos morais são descobertos como outros fatos, por investigação.
Referências
Peter Railton, Richard Boyd, David Brink, Philippa Foot (naturalismo aristotélico), Frank Jackson.
De onde veio
A tradição vem de Aristóteles e Hume. O “realismo de Cornell” de Boyd, Brink e Sturgeon, e o naturalismo redutivo de Railton, nos anos 1980, deram as versões contemporâneas mais discutidas.
No dilema do bonde
Há uma resposta certa, e ela depende de fatos sobre bem-estar e sobre o que funciona para seres como nós. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Encaixa a moral no mundo que a ciência descreve.
- Explica como conhecemos fatos morais: observando o que faz vidas correrem bem ou mal.
- Permite progresso e erro.
Objeções
- Argumento da questão em aberto, de Moore: para qualquer propriedade natural N, faz sentido perguntar “N é bom?”, então “bom” não significa N.
- Qual propriedade natural? Candidatos diferentes dão morais diferentes.
- Não explica a normatividade: por que um fato natural nos obriga?
O que dizem os críticos
Não naturalistas dizem que o naturalismo perde o caráter prescritivo da moral. Antirrealistas, que ele só funciona redefinindo “bom”. Defensores respondem que a questão em aberto prova que “bom” e “N” são conceitos diferentes, não propriedades diferentes.
Filósofos ligados
Lições: A moralidade sem religião, O que é metaética: fatos morais existem?, Realismo moral: naturalistas e não naturalistas.
Nos debates: De onde vem a moral?, Existe verdade moral?, Razão ou sentimento: o que fundamenta o juízo moral?.