A ideia central
Posição de quem inclui animais sencientes no círculo, mas exclui mentes artificiais sencientes, caso existam. A pergunta de coerência: se o critério é poder sentir, por que o material em que se sente mudaria o peso?
Referências
Posição implícita na maioria das pessoas; nomeada e discutida no Teste de Visão Moral. Jeff Sebo, Jonathan Birch e o Sentience Institute discutem a consideração de entidades artificiais.
De onde veio
Tornou-se tema com os avanços da inteligência artificial nos anos 2020. Não há evidência de senciência artificial hoje; a questão é condicional.
No dilema do bonde
Conta humanos e animais. Se houvesse uma mente artificial senciente no trilho, não contaria. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Prudente diante de falsos positivos: sistemas que parecem sentir sem sentir.
- Reconhece que inferimos senciência por semelhança biológica, e que essa pista falha com máquinas.
Objeções
- Se um sistema sentir de fato, excluí-lo pelo material é mais um eixo de tribalismo.
- Confunde a dúvida empírica (máquinas sentem?) com uma razão moral (se sentirem, não contam).
- Inconsistente com o critério que usa para incluir animais.
O que dizem os críticos
Sencientistas dizem que o carbonismo é especismo de substrato. Defensores respondem que a cautela com falsos positivos é razoável, mas em geral admitem que, dada a senciência, o material não deveria importar.
Lições: Ética da tecnologia e da inteligência artificial, Ética da inteligência artificial, Mentes artificiais: o substrato importa?.