A ideia central
“X é errado” é como “X é ilegal”: verdadeiro em relação a um código, sem sentido fora de um. Não há verdade moral absoluta, mas há verdades relativas, e podemos errar dentro do nosso referencial.
Referências
Gilbert Harman, David Wong, David Velleman em versões sofisticadas.
De onde veio
Harman defendeu em 1975 que juízos morais pressupõem um acordo implícito entre falante e ouvinte. Wong desenvolveu um relativismo pluralista nos anos 1980 e 2000.
No dilema do bonde
A resposta certa depende do referencial de quem julga. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Explica a variação moral entre culturas sem supor que a maioria da humanidade errou.
- Reconhece que nossos juízos dependem de um pano de fundo não escolhido.
- Mais sofisticado do que o subjetivismo: permite erro dentro do referencial.
Objeções
- Perde o desacordo: quem defende e quem condena a escravidão não discordam, falam de referenciais diferentes.
- Quem define o referencial? Dentro de cada cultura há dissidentes.
- Autorrefutação: “toda verdade moral é relativa” pretende valer para todos.
O que dizem os críticos
Realistas e expressivistas concordam em rejeitar a perda do desacordo. Relativistas sofisticados respondem que há desacordo sobre qual referencial adotar, e que isso é o que a disputa moral é.
Lições: Relativismo metaético e quietismo.
Nos debates: Podemos julgar outras culturas?.