A ideia central
Verdades morais não estão “lá fora” nem são meros sentimentos: são o resultado de um procedimento, como o que agentes racionais aceitariam sob o véu da ignorância, ou o que a razão prática exige de qualquer agente. É o critério metaético por trás do contratualismo.
Referências
John Rawls (construtivismo kantiano), Christine Korsgaard, Onora O’Neill, Sharon Street (construtivismo humeano).
De onde veio
Rawls usou o termo em 1980. Korsgaard o desenvolveu em As Fontes da Normatividade (1996). Street o combinou com o antirrealismo a partir dos anos 2000.
No dilema do bonde
Que regra agentes racionais aceitariam? Provavelmente desviar, e não empurrar. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Evita a metafísica estranha do realismo sem cair no subjetivismo.
- Explica a autoridade da moral: ela vem da nossa própria razão.
- Dá um procedimento, não só um veredito.
Objeções
- O procedimento pressupõe valores (liberdade, igualdade) que precisam de defesa própria.
- Agentes racionais diferentes podem construir normas diferentes.
- Quem não participa do procedimento fica fora?
O que dizem os críticos
Realistas dizem que o construtivismo só funciona se o procedimento rastreia algo independente. Antirrealistas, que “condições ideais” já são um juízo moral. Defensores respondem que a objetividade da moral é a objetividade de um procedimento compartilhado.
Filósofos ligados
Lições: Realismo moral: naturalistas e não naturalistas.
Nos debates: De onde vem a moral?.