A ideia central
Que a dor seja ruim não é um fato físico, biológico ou psicológico: é um fato normativo, de uma dimensão própria, como “dois mais dois são quatro”. Conhecemos esses fatos por intuição racional: ao entender bem a proposição, vemos que é verdadeira.
Referências
G. E. Moore, W. D. Ross, Henry Sidgwick; hoje, Derek Parfit, Thomas Nagel, David Enoch, Russ Shafer-Landau, Michael Huemer.
De onde veio
Moore o formulou em Principia Ethica (1903). Caiu em descrédito com o positivismo e voltou com força a partir dos anos 2000, com Parfit e Enoch.
No dilema do bonde
Há uma resposta certa, apreensível pela reflexão. Qual é, os não naturalistas discordam entre si. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Preserva a normatividade: fatos morais dizem o que devemos fazer.
- Paridade com a matemática e a lógica, que também não são empíricas.
- Explica a aparência de descoberta na experiência moral.
Objeções
- Estranheza: que tipo de fato é esse, e como interage com o mundo?
- Desacordo persistente: se há intuição racional, por que divergimos tanto?
- Desmascaramento evolutivo: nossas intuições não foram selecionadas para rastrear esses fatos.
O que dizem os críticos
Naturalistas dizem que fatos fora do mundo natural são um mistério. Antirrealistas, que a economia favorece não os supor. Defensores respondem que rejeitar verdades normativas exigiria rejeitar a lógica, que também diz o que devemos inferir.
Filósofos ligados
Lições: Realismo moral: naturalistas e não naturalistas, Evolução, desmascaramento e moral, Motivação moral: saber o que é certo move a agir?.
Nos debates: Existe verdade moral?.