A ideia central
“Matar é errado” não descreve nada: expressa desaprovação e convida o ouvinte a compartilhá-la. É como “matar, buuu!”. Juízos morais não têm valor de verdade, e desacordos morais são choques de atitude, não de crença.
Referências
A. J. Ayer, Charles Stevenson; precursores em Hume.
De onde veio
Ayer o formulou em Linguagem, Verdade e Lógica (1936), como aplicação do positivismo lógico. Stevenson o refinou em Ética e Linguagem (1944).
No dilema do bonde
Suas reações aos dois casos expressam atitudes diferentes. Não há fato que decida qual é a certa. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Explica por que a moral motiva: é emoção expressa.
- Explica a conexão entre juízo e ação que o realismo tem dificuldade de explicar.
- Econômico: sem fatos estranhos.
Objeções
- Problema de Frege-Geach: “se matar é errado, mandar matar é errado” não expressa emoção, e ainda assim entra em argumentos válidos.
- Reduz a argumentação moral a persuasão.
- Não explica como podemos estar errados em moral.
O que dizem os críticos
Praticamente substituído pelo expressivismo sofisticado de Blackburn e Gibbard, que tenta resolver Frege-Geach. Realistas dizem que a prática moral parece descobrir, não expressar.
Filósofos ligados
Lições: Emoções morais: culpa, vergonha, indignação, nojo e perdão, O que é metaética: fatos morais existem?, Antirrealismo moral: erro, emotivismo e quase-realismo, Motivação moral: saber o que é certo move a agir?.
Nos debates: De onde vem a moral?, Razão ou sentimento: o que fundamenta o juízo moral?.