A ideia central
Dizer que algo é errado é prescrever que ninguém o faça, em qualquer caso relevantemente igual, inclusive eu. Isso dá lógica à moral (prescrições podem ser consistentes) sem supor fatos. Levar a universalização a sério, para Hare, leva ao utilitarismo: é preciso pesar as preferências de todos como se fossem as próprias.
Referências
R. M. Hare; influenciou Peter Singer.
De onde veio
Formulado em A Linguagem da Moral (1952) e desenvolvido em Pensamento Moral (1981), onde Hare derivou o utilitarismo de dois níveis.
No dilema do bonde
Universalize: se você estivesse em cada posição, inclusive a do um, que prescrição aceitaria? Hare concluiria que a conta de vidas vence. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Resolve parte do problema de Frege-Geach: prescrições têm lógica.
- Dá base metaética à imparcialidade.
- Conecta metaética e normativa em um sistema.
Objeções
- Um fanático consistente, que aceitaria ser perseguido se estivesse errado, passa no teste.
- Reduz a moral a consistência entre prescrições, o que parece pouco.
- A derivação do utilitarismo é contestada.
O que dizem os críticos
Realistas dizem que a universalização só funciona porque rastreia um fato: a igual importância das pessoas. Deontologistas, que a derivação utilitarista pressupõe o que quer provar.
Filósofos ligados
Lições: Imparcialidade: a regra de ouro, o véu e a universalidade, Antirrealismo moral: erro, emotivismo e quase-realismo.
Nos debates: Podemos julgar outras culturas?, Qual é o critério moral mais sólido?.