A ideia central
Juízos morais expressam atitudes, não descrevem fatos. Mas podemos legitimamente dizer que há verdades morais, que podemos errar e que há progresso, porque essas frases expressam atitudes de segunda ordem: aprovamos quem desaprova a escravidão, mesmo em um mundo em que todos a aprovassem.
Referências
Simon Blackburn, Allan Gibbard; precursores em Hume.
De onde veio
Blackburn desenvolveu o projeto a partir dos anos 1980, em Spreading the Word e Ruling Passions. Gibbard deu uma versão em termos de normas em Wise Choices, Apt Feelings (1990).
No dilema do bonde
Suas reações expressam atitudes, mas você pode perguntar se elas são consistentes, informadas e estáveis sob reflexão, e isso é o que “acertar” significa. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Preserva a prática moral comum, inclusive a ideia de erro e progresso.
- Explica a motivação, como todo expressivismo.
- Econômico: sem fatos estranhos.
Objeções
- Se o quase-realista pode dizer tudo o que o realista diz, qual é a diferença?
- Problema de Frege-Geach, só parcialmente resolvido.
- A atitude de segunda ordem ainda é atitude: a escravidão seria errada só porque desaprovamos quem a aprova.
O que dizem os críticos
Realistas dizem que o quase-realismo é realismo com outro nome, ou antirrealismo sem coragem. Blackburn responde que a diferença está na explicação: de onde vem a objetividade, e não se podemos falar dela.
Filósofos ligados
Lições: Antirrealismo moral: erro, emotivismo e quase-realismo, Evolução, desmascaramento e moral.
Nos debates: Podemos julgar outras culturas?, Existe verdade moral?.