A ideia central
Perguntar se fatos morais existem “lá fora” importa um modelo da física para onde ele não cabe. A prática moral funciona: damos razões, corrigimos erros, convencemos. Perguntas morais só se respondem com argumentos morais, e nada “de fora” pode mostrar que a tortura é aceitável.
Referências
Ludwig Wittgenstein como inspiração; Ronald Dworkin, T. M. Scanlon, John McDowell, Hilary Putnam.
De onde veio
Dworkin o defendeu em Justiça para Porcos-Espinhos (2011). Scanlon, em Being Realistic about Reasons (2014), chamou-o de realismo “relaxado”.
No dilema do bonde
Pergunte o que é certo com argumentos morais. A metafísica não ajuda nem atrapalha. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Evita a metafísica estranha e o niilismo.
- Preserva a prática moral intacta.
- Lembra que argumentos morais só se respondem com argumentos morais.
Objeções
- Parece recusar uma pergunta legítima em vez de respondê-la.
- Não explica a motivação, o desacordo nem a conexão da moral com a psicologia.
- Críticos: realismo sem coragem, ou antirrealismo sem honestidade.
O que dizem os críticos
Realistas robustos dizem que o quietista precisa dizer se há fatos ou não. Antirrealistas, que ele toma a prática como dada sem explicá-la. Quietistas respondem que a exigência de explicação “de fora” é o erro.
Filósofos ligados
Lições: O que é metaética: fatos morais existem?, Relativismo metaético e quietismo.
Nos debates: Existe verdade moral?.