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Metaética

Objetivismo moral (universalismo)

Há verdades morais que valem para todos, independentemente de cultura ou opinião. Não confundir com o “objetivismo” de Ayn Rand.

Metaética
Ponto focal: A validade universal de ao menos algumas verdades morais. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Objetivismo moral é a tese de que alguns juízos morais são verdadeiros para todos, em todo lugar e tempo: a tortura por diversão era errada na Roma antiga, mesmo que ninguém ali o dissesse. É o oposto do relativismo e do subjetivismo. Pode ser defendido por realistas (há fatos morais), por construtivistas (todo agente racional chegaria ao mesmo resultado) e até por expressivistas sofisticados (quase-realismo). O que o objetivismo não exige é que saibamos todas as respostas: só que haja respostas a buscar.

Referências

Kant, Sidgwick, Moore, Rawls (construtivista), Parfit, Enoch, Shafer-Landau; na prática, toda a tradição dos direitos humanos.

De onde veio

A tensão entre objetivismo e relativismo atravessa a filosofia desde os sofistas e Sócrates. Ganhou forma moderna com o Iluminismo e os direitos humanos, e foi reafirmada contra o relativismo pós-moderno no fim do século XX.

No dilema do bonde

Há uma resposta certa, ou ao menos respostas erradas, que valem para qualquer um na mesma situação. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Permite dizer que a escravidão era errada, que houve progresso e que podemos estar errados agora.
  • Dá sentido ao desacordo e à argumentação: discutimos porque há algo a descobrir.
  • Base dos direitos humanos: valem para todos, ou não valem.

Objeções

  • Precisa explicar de onde vem a objetividade: fatos, razão, procedimento?
  • O desacordo persistente é usado contra ela, embora boa parte dele seja sobre fatos e sobre quem conta.
  • Foi confundida com o imperialismo cultural; a resposta é que o objetivismo julga práticas, não povos, e julga a própria cultura com a mesma régua.

O que dizem os críticos

Relativistas dizem que a objetividade é a opinião do dominante disfarçada. Objetivistas respondem que só um padrão objetivo permite condenar o dominante. Os debates sobre a origem da moral e sobre a verdade moral tratam disso.

Filósofos ligados

Immanuel KantHenry SidgwickDerek ParfitThomas Nagel

Lições: A ética da crença: é errado acreditar sem evidência?.

Nos debates: Existe verdade moral?, Humildade intelectual: dever de duvidar ou desculpa?.