A ideia central
Ayn Rand chamou de “objetivismo” sua filosofia, mas o nome não se refere ao objetivismo moral da metaética: é uma forma de egoísmo ético. A vida do próprio indivíduo é o padrão do valor; a virtude é a racionalidade a serviço dessa vida; o altruísmo (sacrificar-se por outros) é um vício, e o capitalismo sem restrições é o único sistema compatível com isso. O comércio voluntário é a relação moral entre pessoas.
Referências
Ayn Rand; Leonard Peikoff, Tara Smith; influência em libertários como Nozick (que a criticou) e em parte do movimento conservador norte-americano.
De onde veio
Formulada nos romances A Nascente (1943) e A Revolta de Atlas (1957) e no ensaio A Virtude do Egoísmo (1964). Tem pouca presença na filosofia acadêmica e muita na cultura política.
No dilema do bonde
Aja pelo próprio interesse racional; não há dever de salvar os cinco, e nenhum de sacrificar o um. Entenda o dilema.
Pontos fortes: o que pode estar certo
- Levou a sério a objeção de que a moral do sacrifício pode ser usada para explorar quem se sacrifica.
- Defendeu a razão e a produção contra o misticismo e a dependência.
- Influência cultural enorme na defesa da liberdade econômica.
Objeções
- Herda todos os problemas do egoísmo ético: arbitrariedade, incapacidade de resolver conflitos, impossibilidade de ser recomendado.
- Confunde altruísmo com autoanulação; ajudar alguém não exige sacrificar-se.
- Deixa fora quem não pode produzir nem trocar: crianças, doentes, animais.
O que dizem os críticos
Nozick mostrou que a derivação do egoísmo a partir da vida como valor não funciona. A filosofia acadêmica a considera uma variante pouco rigorosa do egoísmo. Defensores dizem que a crítica não leu Rand.
Filósofos ligados
Nos debates: Humildade: virtude, vício ou postura?.