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Metaética

Ficcionalismo moral

Se não há fatos morais, mantenha a moral como ficção útil: fale e aja como se houvesse, sabendo que não há.

Metaética
Ponto focal: A prática moral preservada como ficção, sem crença. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Richard Joyce aceita a teoria do erro: nenhum juízo moral é verdadeiro. Mas abandonar a moral seria perder o que ela faz: conter o interesse próprio, coordenar, dar força a compromissos. A proposta é continuar usando a linguagem moral como quem usa uma ficção que conhece, com atitude de faz-de-conta, e não de crença. Richard Garner, ao contrário, propõe o abolicionismo: abandonar a linguagem moral e falar só de interesses, danos e preferências.

Referências

Richard Joyce, Mark Kalderon; Richard Garner e Joel Marks (abolicionismo).

De onde veio

Joyce formulou a posição em The Myth of Morality (2001), a partir da teoria do erro de Mackie e de argumentos evolutivos. É o desdobramento prático do ceticismo moral.

No dilema do bonde

Não há fato sobre o que é certo; mas a ficção moral útil diz “desvie”, e vale segui-la. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Preserva o que a moral faz sem crer no que não existe.
  • Honesto sobre as consequências da teoria do erro.
  • Explica por que a moral funciona mesmo para quem duvida dela.

Objeções

  • Uma ficção que todos sabem ser ficção perde força motivadora.
  • Se a moral funciona tão bem, talvez não seja ficção.
  • Difícil manter a atitude de faz-de-conta diante de uma injustiça real.

O que dizem os críticos

Realistas dizem que o ficcionalismo prova que a moral é indispensável, o que é evidência a favor dela. Abolicionistas dizem que a ficção é desonesta. Joyce responde que a alternativa é o niilismo prático, que ninguém aceita.

Filósofos ligados

J. L. Mackie

Lições: Epistemologia moral: desacordo, testemunho e ficção.