Ética
Para Iniciantes
Comece aqui

Metaética

Intuicionismo moral

Conhecemos verdades morais básicas por intuição racional, como axiomas: ao entender bem “sofrimento gratuito é mau”, vemos que é verdadeiro.

Metaética
Ponto focal: A intuição racional como fonte do conhecimento moral. Isso é o que pesa mais para esta posição, não a única coisa que ela considera.

A ideia central

Algumas proposições morais são autoevidentes: não precisam de prova, e quem as entende bem as reconhece como verdadeiras, como reconhecemos que se A é maior que B e B maior que C, A é maior que C. Não é sentimento, e sim apreensão intelectual. O resto da ética se constrói a partir dessas intuições, testadas por coerência (equilíbrio reflexivo). Em metaética, costuma vir junto com o realismo não naturalista; como método, é usado por quase todos.

Referências

Henry Sidgwick, G. E. Moore, W. D. Ross, H. A. Prichard; hoje, Robert Audi, Michael Huemer, Derek Parfit, Russ Shafer-Landau.

De onde veio

Dominou a ética britânica do início do século XX; caiu com o positivismo e o emotivismo; voltou com força a partir dos anos 1990, com Audi e Huemer.

No dilema do bonde

As intuições sobre o desvio e a passarela são dados: a tarefa é achar o princípio que as explica, ou descobrir qual delas não resiste ao exame. Entenda o dilema.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Descreve como a ética de fato procede: toda teoria é testada contra intuições, inclusive as que dizem não usá-las.
  • Explica por que certas verdades morais parecem não precisar de prova.
  • Paridade com a matemática e a lógica, que também partem de axiomas.

Objeções

  • Intuições conflitam entre pessoas e culturas; se são apreensões de verdades, por que divergem?
  • Muitas intuições têm origem evolutiva ou cultural que não rastreia a verdade (desmascaramento).
  • Pode ser usado para proteger preconceitos: “é autoevidente” encerra a conversa.

O que dizem os críticos

Antirrealistas dizem que intuições são só sentimentos fortes. Defensores respondem com o filtro: intuições que sobrevivem à informação, à imparcialidade e à reflexão merecem confiança; as outras, não. Singer e de Lazari-Radek usam esse filtro a favor da imparcialidade.

Filósofos ligados

Henry SidgwickG. E. MooreW. D. RossDerek ParfitMichael HuemerJonathan Dancy

Lições: Epistemologia moral: desacordo, testemunho e ficção, A ética da crença: é errado acreditar sem evidência?.

Nos debates: De onde vem a moral?, Razão ou sentimento: o que fundamenta o juízo moral?, Pseudociências: acreditar é um problema moral?, Humildade intelectual: dever de duvidar ou desculpa?, Tornar ignorantes famosos é errado?.